Insanidade

Nem sei se minha, nem sei se dos outros.

A cunhada está grávida. Vou ser tia. Amei o facto de ter um/uma sobrinho/a do meu mano. De lamentar alguém muito próximo ter ficado com a sensação que eu teria ficado aborrecida com a notícia. Só faltou dizer que agora sou prendada ao ponto de "deitar mau-olhado". Qualquer dia, fazem as figas tão tradicionais destas bandas.

Sendo que sou um E.T. que práqui ando, há dias uma ilustre pomba que tenho de levar com ela duas vezes por semana, pergunta-me porque me atrasei. Justifiquei que o carro não pegou. Está como os donos, também não pegam (ainda por cima não fui eu que dei contas da minha vida). Claro que levou resposta em conformidade mas a vontade seria de cometer homicídio em 1º grau.

Hoje, preparada psicologicamente para ouvir algumas que surgissem fora do penico, surge uma nova no meu de uma história real que se contava derivado a grávidas, filhos, opções, quem pode, quem não pode e diz a que tinha filhos para a que não podia ter: Já viste? Choras por não ter, mas se tivesses e fosse um criminoso não o irias querer ter.

Como se alguém adivinhasse o que sai no ovo Kinder... a essa saiu-lhe bem maçã com morcão e nem assim mete a viola ao saco.

Eu cá se há dias que me cai o mundo em cima por sentir ou ouvir certas coisas, outros há que simplesmente consigo "cagar de alto" para gente assim.

Curta e grossa: Não gosto NADA do Halloween

1º Não é "nosso" - perdem ou desprezam as nossas tradições e tudo que é internacional é bom

2º Não passa de outro comércio

3º Ninguém, tirando os mais novos é grande fã da coisa - sou do tempo de ver nos filmes e de nas aulas de inglês se falar da coisa, nada mais. Há a malta que vai a umas festicas em bares, mas esses, têm de ter temas para tentar safar-se, mais uma vez, é um comércio.

4º Não estive em casa. Fui a um aniversário que o tema era o Halloween para os mais novos (que queriam porque queriam sair do aniversário para ir pregar umas partidas e ir a um desfile não sei onde. Lá andavam mascarados e histéricos com a "coisa".

5º Vi as casas dos vizinhos da minha cunhada a serem vandalizadas com ovos e farinha por quem não abria a porta e/ou não estava em casa - por sorte, peguei num pacote de bolachas já aberto, que era o que havia à mão e entreguei, pois já tinham os ovos em posição de ataque, lembrando-me da possível travessura, pois a cunhada nem ponderou abrir a porta.

6º Todos os carros estacionados à volta do apartamento onde estava foram, ao abrigo do Halloween, cobertos com farinha e ketchup (confesso que não percebi o espírito desta - a única coisa que me ocorre é que são uns filhos da senhora da fruta - e não levei carro, se fosse o meu, desconfio que alguém iria lamber a porcaria que fez).

Confesso que temi pelo estado que poderia ter encontrado a minha entrada de casa. Por acaso, por cá, não passou ninguém de má índole. Já o carro, que ainda anda na rua com o gajo que hoje foi noite anual de encontro de amigos, não sei como vai chegar.

Tudo que seja para vandalizar ao abrigo de qualquer tema serve para a malta. De todo, não é o espírito do dia. De todo é "nosso". Já pelo Carnaval dizem para ninguém levar a mal. Se gosto de bruxas? Alguém gosta? Há tantas... já da fantasia, sim. Se gosto de abóbora? No doce e na sopa adoro. Das obras de arte que se fazem com elas acho piada, mas na América. Se gosto de me divertir? Adoro! Não preciso é de me esconder por detrás de uma fantasia para o fazer nem de ter um motivo ou dia específico para expulsar possíveis frustrações.

Para tudo na vida é preciso conta, peso e medida. Vão-se cometendo excessos, óbvio, que não sou santa, mas daqueles que não prejudicam ninguém a não ser a mim própria.

Dos blogs que seguia

Muitos estão fechados, outros privatizados, outros nem isso, evaporaram.

Estes últimos meses não têm sido nada meigos para seguir a malta. Há alturas para tudo na vida, entende-se e respeita-se, mas fica-se naquela, com alguma pena do que se perdeu, quem sabe, para sempre.

Isto já não é o que era...

(Novo) Vício

A treta dos joguinhos do Facebook... e lá ando eu nas agriculturas e pescas, balhamedeus!

Gostava

De curtir sempre o hoje como se não houvesse amanhã... adiam-se tantas coisas...

Eu e a casa

Gosto de ter a casa limpa, nem sempre consigo ter tudo como quero, ora pelo tempo, disposição, eu sei lá... Sou defensora de não viver para a casa, ocupo bem melhor o meu tempo, mas o que tem de ser, tem muita força.
Passar a ferro, então, bah! Penoso demais para mim - descarto praticamente a 100%.

Para as tarefas mais pesadas, tipo limpezas gerais, vidros, persianas, essas coisas todas que demoram eternidades e desgastam pra burro, quando não me sinto mesmo capaz, sim, porque basta decidir que é para fazer e levo tudo à frente, perco o amor a umas poucas de notas e contrato alguém para o fazer por mim.

Resultado de ter recorrido a serviço externo em menos de dois anos:

  • Estava eu com gripe e a senhora ao passar as cortinas que têm pano que nunca mais acaba, deixou cair a caldeira ao chão, oiço o estrondo, pergunto o que foi, desculpou-se, queimou a carpete com a queda, disse que era normal cheirar a queimado, pediu-me um pano, limpou a base do ferro depois de me ter estragado a cortina pois transferiu carpete queimada. Dobrou o pano em quatro do lado oposto ao que usou para não descobrir o que fez. Claro está que a carpete só descobri a marca do ferro em cheio passados dias, quando a fui limpar mais a fundo. Perdeu a minha confiança - não iria pagar o estrago mas não lhe ficava nada mal desculpar-se e informar-me do sucedido, claro está que perdeu todo o serviço que lhe dava.
  • Uma outra, para ajudar numas limpezas mais a fundo, feita a meias, com a desculpa das costas, lixa-me a mim para andar pendurada e de joelhos, em suma, fez ela o melhor da coisa e foi paga no final. Arranjou forma de me arranhar o forno e placa inox com um esfregão qualquer, quase que me decapava o equipamento e arrancou-me uma dobradiça de uma porta da cozinha que em vez de abrir de forma convencional, abre para cima. Tanta força fez prá mesma abrir de lado que pura e simplesmente arrancou o mecanismo. Resolveu perfumar a casa com Pronto em spray, mas polir os painéis das portas que é bom ficou para mim, posteriormente, ficou tudo manchado. Só lavado com pano húmido e detergente é que me vi livre de tamanha porcaria empastada.
  • Visto que a mesma tem mais "garfo" que eu, para os vidros e persianas que não são poucos, resolvo recorrer a uma empresa. Assim não trabalho eu, há seguros para vidros e quedas, eu sei lá... cá serviço de andar pendurado em alturas não é para mim, portanto, haja precauções. Limparam tão bem que até me arrancaram parte da porta das gatas. Dei por ela, claro está, posteriormente, quando comecei a acordar de noite com um barulho estranho vindo da mesma.

O ditado já diz há muito, queres bem feito, faz tu mesma... Agora quando e como...

Há momentos

Atitudes, palavras, pessoas que nos marcam para sempre. Sejam bons ou maus.

Felizmente os bons superam os maus. Mas há muita coisa e gente ruim por aí à solta, ó se há!

Escapadelas

Vou até aqui e volto prá semana.

Desconfio que só vou ver as vistas, mas pronto... vai um grupo porreiro prá borga, pelo menos. Insana, mas não tanto!:P

Quando não é para acontecer

Não é para acontecer mesmo.... e dói, conformada, mas dói. Li algures uma vez algo como Infertility sucks e é bem verdade. Não há culpados, há vítimas - é a grande diferença que noto em mim desta vez.

Vou acabar de fazer a mala para aproveitar os cinco dias de férias que me restam. Vai do biquini ao casaco polar que isto nem o tempo ajuda. Destilei sem poder sair de casa, quando podia estar com um bronze invejável e ter perdido o branco lixívia que me persegue. Tentei, fracassei. Há que levantar e seguir em frente porque não vou ser carne para abutre comer com comentários menos felizes que se ouvem sempre por estas alturas. Sim, vou evitar o resto do mundo por uns dias. Primeiro eu, nós.